PSICOPATIA nos tempos atuais.

 

         Para entender as fronteiras entre transtornos mentais. “A psicopatia não é uma loucura no sentido clássico, mas uma insanidade moral, um desvio de caráter de quem não tem como se retificar porque não sente culpa ou remorso”. Os psicopatas são “autocentrados, agem com frieza e método”. “Não têm empatia em relação ao outro, o que lhes interessa é o que lhes convém”. [Joel Birman, psicanalista]

Nós estamos entorpecidos diante dessas notícias e cenas brutais e assistimos a elas muitas vezes sem reação, sem afeto, sem nenhuma indignação. E com essa capacidade perdida, já há algum tempo, na verdade, cremos que embotamos também a capacidade reflexiva. É a mídia, repetindo exaustivamente relatos dos dramas familiares e cenas de barbárie,

No reino animal, o homem é o único capaz de matar e tem inclusive o requinte de planejar a morte de outros de sua espécie, movido por retaliação, ambição, conveniência, pela incapacidade de gerenciar as diferenças ou por mero prazer.

Uma das perguntas que podemos nos fazer é se de alguma sorte não poderíamos resgatar a nossa capacidade de nos indignarmos ou voltarmos a nos instrumentalizar de forma adequada para estas reações.

Banalizar a violência é, de alguma sorte, preservá-la ativa, diluindo simbolicamente seus efeitos daninhos e de alguma forma não se comprometendo com suas manifestações. Não podemos nos esconder em frases feitas: "violência é da natureza do homem" e sucumbirmos a sua virulência.

              É Um transtorno caracterizado por um desprezo das obrigações sociais, falta de empatia para com os outros. Há um desvio considerável entre o comportamento e as normas sociais estabelecidas.

                Psicopatia não é uma doença, é uma maneira de ser”, explicando e dizendo ainda que os psicopatas são incapazes de amar e enxergam o outro apenas como simplesmente um objeto útil para conseguir seus objetivos. Se aproveitam das pessoas ao redor sem fazer nada ilegal.

O comportamento do psicopata quando se manifesta, não deixa pedra sobre pedra, é uma verdadeira devastação que ele provoca, desde a mentira patológica até a violência extrema, muitas vezes sutil, por mais contraditório que isso possa parecer.

Sirlene O. Sousa
Psicanalista e Psicoterapeuta Analítica
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