PARADOXO DO TEMPO
A organização
do tempo depende de nossa presença no Agora, no presente. O gerenciamento
projetado no futuro, com base no passado nos retira da realidade e coloca uma
irrealidade no tempo, nos acontecimentos, no planejamento e na execução dos
projetos.
Qualquer
coisa que façamos parece tomar tempo. O tempo psicológico é a preocupação
interminável da mente com o que aconteceu ontem, e o que poderá acontecer
amanhã, associado à resistência em viver alinhado com a inevitável condição do
momento presente de Ser o que é, e, com o tempo no Agora.
Somos
amistosos com o momento presente por poucos instantes, contudo não há
satisfação por muito tempo. Os eventos mudam sem parar, os momentos da nossa
vida são formados por milhares de momentos em que as coisas diferentes
acontecem. Haverá sempre uma sucessão interminável de momentos – uns bons,
outros ruins. A organização do tempo em uma realidade possível, no tempo que o
tempo tem, no tempo disponível ocorre apenas no possível, do presente, e no
Agora.
O tempo não
luta com você, ele apenas é, apesar de você, apenas comporta o que o seu tempo
permite, mais que isso transborda e se perde do próprio tempo, no Agora.
Não podemos
transformar nossas realizações numa meta futura e depois tentarmos alcança-la.
Tudo que obteremos com isso é uma insatisfação maior, mais conflito interior,
porque sempre vai parecer que ainda não conseguimos chegar lá, que ainda não
atingimos a meta.
Dessa frustração surge a
ansiedade, que nada mais é do que uma projeção no futuro de algo ruim do
passado, com outra roupagem, mas o “corpo” é o mesmo, apenas representado em
outro cenário, com outros integrantes e mais personagens. As interpretações
criativas, ou decisões, tomadas com base no ambiente infantil, primário, nos
acompanha vida a fora sem que tomemos consciência deles, agindo de forma
automática, tornando-nos ansiosos com um futuro que nunca chega, e, com a inocência
de que quando ele chegar será diferente, sem notarmos que o futuro já é, ele já
está, Agora.


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