O MAU COMPORTAMENTO infantil
O mau comportamento infantil,
está diretamente relacionado à dor que sentem e não têm um vocabulário para
comunicar seu desconforto (emocional).
A criança se retrai, se recusa a
relacionar-se, costumam se rebelar, também, por meio de acessos de choro ou de
cólera. A criança grita, se atira no chão, se torna destrutiva. A frustração
não elaborada, por uma mãe ou pai amorosos, compreensivos e com firmeza, acaba
por transformar a criança em verdadeiro monstrinhos, diabinhos da Tasmânia.
As crianças, por menor que sejam,
são sensíveis ao ambiente, aos sentimentos, pensamentos e ações dos pais, por
mais que estes disfarcem os descontentamentos, frustrações tormentos, os
desentendimentos, ou as tristezas e desapontamentos. As repressões, desses
queridos pais afetam a criança de forma extremamente tóxica e se manifesta em
comportamentos inadequados dos pequenos. Algumas crianças manifestam
fisicamente e no comportamento, passivo-agressivo apenas por viverem com pais
inconscientes de suas manifestações tóxicas emocionais.
Os pais querem saber como cuidar,
agir bem com relação aos filhos, mas a pergunta básica, seria:
Será que
eles sabem ou conseguem lidar com seus próprios pensamentos, sentimentos e
emoções?
Será que são capazes de se manter presente o
bastante para estarem consciente das próprias emoções no nível de sentimentos
antes que se torne sentimentos de infelicidade, tristeza, frustração e dor?
Quando a criança está manifestando, de forma inadequada, no ataque, não
há nada que os pais possam fazer, exceto se manter no estado de presença
(consciente e adultos) para que não sejam levados a terem reações emocionais
infantis.
Se a crise infantil for desencadeada por frustração de um desejo, não se
renda à exigências e nem leve muito a sério sua infelicidade momentânea; caso
contrário a criança aprenderá, facilmente, que quanto mais infeliz se tornar,
maior será sua possibilidade de conseguir o que quer, nesta e em outras vezes.
A falta de reação dos pais a deixa decepcionada, poderá atuar por mais
alguns poucos minutos antes de se acalmar. E esses episódios tornar-se-ão cada
vez mais raros.
Quando a criança se acalmar, converse com ela sobre o ocorrido,
esclareça sobre a inconveniência de sua reação, fale sobre os sentimentos que
(talvez) ela estivesse sentindo naquele momento, e que da próxima vez, que ela
estiver sentindo algo parecido, que vocês podem conversar calmamente a
respeito.
O futuro adulto agradecerá.
Sirlene
O Sousa
Psicanalista
e Psicoterapeuta
TERAPIA ONLINE
–
(62) 985877335

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