O CICULO VICIOSO DAS RELAÇÕES TÓXICAS:
“Uma palavra definitiva é algo que pode matar ou humilhar,
sem que se sujem as mãos.” - Pierre Desproges
Estas ações tóxicas – desrespeitosas, são tão cotidianas que
parecem ser normais. Elas têm início com uma simples falta de respeito, uma
pequena imposição, mas, levam a ataques progressivos e contínuos que terão
consequências importantes para a saúde psicológica de quem os sofre.
Trata-se de algo tão inexplicável, e que, faz parte da vida
cotidiana, que as vítimas acabam optando por assumir e aceitar isso: acabam se
submetendo a essas pessoas, com a clara certeza de que, é melhor estar com elas
do que contra elas. Isso conduz a uma verdadeira deformidade da relação entre
ambas as partes. Desenvolve-se um conluio ou uma cumplicidade perversa.
Esse tipo de violência, que se instala de maneira muito
sigilosa e muito gradual, e que a pessoa que sofre com ela, não reage para
contra-atacar, apenas manifesta a atitude que mais alimenta as agressões
encobertas do outro: uma bondade excessiva, disponibilidade, num constante
servir, sem muita reclamação, submissão absoluta aos desejos desse Outro
para não irritá-lo, ou “magoá-lo”. Ela acredita que se conseguir agradar um
pouco mais, em algum momento esse Outro (tóxico e perverso) se tornar mais
educado, compreensivo, amoroso e terá gratidão por suas atitudes.
Se em algum momento o submetido decidir se rebelar e tentar
se impor, o “ser superior tóxico” se encarregará de controlá-lo, anulando toda
a capacidade de pensamento crítico e fazendo com que perca a noção de sua
identidade, retornando ao estado de submissão, e tendo sua autoestima ainda
mais rebaixada.
Aí, neste ponto se consolida O
círculo vicioso das relações tóxicas. Enquanto um se diminui, o
outro cresce.
Sirlene O. sousa


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