Pessoas no mínimo suspeitas
Acredito que todo mundo conheça uma pessoa meio imprestável,
movida à manivela, encostada e vivendo folgadamente às custas de alguém.
Certamente você encontrará um amigo ou amiga, um cunhado, um parente distante,
um conhecido ou, em última instância, se lembrará de uma história que lhe
contaram.
Essas
pessoas, encostadas, estão sempre com desculpas esfarrapadas na ponta da
língua, justificando que os tempos estão "difíceis, é a crise", e que
arrumar emprego não está nada fácil, Não consigo fazer nada, Tudo dá errado pra
mim, Não tenho tanta sorte quanto você (ou fulano)... Também existe aquela
velha história de que a saúde não anda lá essas coisas, dói aqui, dói acolá, e
enfrentar o batente não vai dar; e por ai vai..
Pois é, então analise esse comportamento aparentemente
inofensivo e que pode ser encontrado facilmente ao nosso redor. Quanto este
indivíduo se aproveita, e usufrui, sem muito esforço sendo vítima da vida e das
circunstâncias, e ainda obtém sua compreensão, ajuda, empenho e simpatia e
tantas outras vezes sustento.
Muitas vezes temos consciência de
que esse outro, que se aproveita, que está encostado, o faz por puro comodismo,
porque o que encontra pra fazer não está de acordo com seu perfil, blá..., blá...,
blá..., mas mesmo assim estamos dispostos a compreender, ajudar, dar suporte
emocional ou financeiro.
Aprendemos desde muito pequenos que
devemos ajudar ao próximo, dividir o que temos para não sermos castigados (por
Deus “pai”). Porém também aprendemos que devemos promover nosso
desenvolvimento, iniciativa, coragem e atitudes. Aprendemos a fazer limonada de
nossos limões e o pior – dividir a limonada com nosso “próximo”.
Criamos com isso uma sociedade que espera
“limonada”, e se acha no direito de criticar, reclamar, zombar, e cobrar por
facilitações. Não se vêem com obrigações, somente com DIREITOS, cobrados de quem
tem OBRIGAÇÃO de proporcionar seus direitos adquiridos ao nascer.
E sabe o que é pior? Tem muitas
pessoas que acreditam com “força” que são obrigados a tolerar e sustentar, seja
por dó porque o outro é um coitado, culpa de ter o que o outro não tem,
vergonha de pensar assim, ou seja lá por que sentimento oculto for sente-se
usado, abusado, enraivecido, no entanto sem coragem para sair desse vinculo
maligno, e, compulsivo, de repetição, sujeitando-se a esse relacionamento tóxico
e destrutivo – para ambas as partes.
Pensemos
juntos.
1) O que você ganha em compactuar com isso? O que você espera
obter?
2) O que você está perdendo em agir
de forma tão complacente?
3) Agindo dessa forma será que está
realmente promovendo o desenvolvimento, ou está avalizando e justificando a
falta de vontade e atitude dessa pessoa sem atitude e acomodado?
Sirlene O. Sousa
Psicanalista e Psicoterapeuta
+55 62 985877335

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