Na infância tem início a formação do caráter do adulto–
Consequências da 1ª Fase do
desenvolvimento:
A falta de atenção adequada com as necessidades básicas do
bebê; atenção ao seu choro - que são sua única forma de expressão, às
necessidades de afeto, à troca de fraldas, às dores, a alimentação forçada, ou
a falta de alimentação adequada ou em tempo, levam o bebê a uma sensação de
abandono e medo. Levam a uma sensação de vazio, uma “fome” emocional sem fim,
que perdura vida a fora nos adultos que estão sempre a procura de algo, ou
alguém, que os preencha, que possa satisfazer suas necessidades básicas outrora
negligenciadas.
São pessoas que dificilmente aceitam a realidade como ela se
apresenta e a necessidade, natural, de lutar pela vida, ou pelo que necessitam.
Sentem-se com direitos, portanto, não têm que se esforçar. Ou de forma
compulsiva não desistem de nada, nem de ninguém, até que consigam.
– “Acima de tudo
querem paz”, porém não dão e nem têm essa tão sonhada e desejada paz.
Não fazem grandes esforços para atingir o desejado, por terem
medo de obter o que deseja, e posteriormente perder – não se esforçam para não
se decepcionar. Caso consigam, depois de grandes esforços e tensões, não
reconhecem seu próprio mérito, se assim o fizer terão responsabilidade sobre a
conquista, então creditam ao destino, a qualquer outro ou as bênçãos divinas.
Extremamente generosos, muitas vezes se sensibilizam com
causas, ou pessoas que identifica como iguais, e passam a assumir a dor e
dissabores, tornam-se suportes físico, emocional, e até mesmo financeiro, no
entanto quando não recebem reconhecimento e a submissão que entendem merecer,
tornam-se agressivos e até mesmo perversos, com desvalorização, tentativas de
humilhação e subjugação do outro.
Quando frustrados, em fantasia ou na realidade ou não
atingem o objetivo, pelo medo de perder o amor e apreciação tornam-se
dependentes, pegajosos e submissos, com explosões eventuais de temperamento. É
um tipo “dependurado” – vampiros; são incapazes de independência,
portanto, necessitam ter alguém que os sustente emocionalmente, de quem possam
depender, ou que dependam deles, e que se responsabilize por eles ou que dependam
absolutamente deles.
Sedução, vitimização e controle são formas comuns de ação.
Por vezes tornam-se isolados, não sabem expressar convenientemente o que esperam
do outro, e, por imaginar conseguir adivinhar os desejos e necessidades dos
outros, esperam que os outros adivinhem seus pensamentos e desejos, porém com
demonstrações subliminares ou por vias indiretas, não sabem falar com clareza
suas necessidades afetivas ou básicas, no entanto fazem uso de uma fala
obstinada e impaciente.
São pessoas de difícil convivência consigo mesmos e com
outros. Insatisfeitos constantes buscam amor, apreciação e validação para tudo.
Em sua submissão e inquietude deixam de apreciar suas possibilidades e
capacidade intelectual e afetiva no memento presente, na própria realidade.
Um processo psicoterapêutico, lento e progressivo, pode
auxiliar na superação do medo de rejeição e abandono. Na conscientização de
problemas auto impostos e negados, a ampliar horizontes e a lidar melhor com a
realidade.
Sirlene O Sousa
Psicanalista,
Psicoterapeuta Analítica
(62) 9 85877335

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