O egocentrismo, o excessivo culto ao “eu”.
Há pessoas
que parecem não saber que a terra gira em torno do Sol, e não em torno delas.
Não entendem que a vida não gira só ao seu redor, que seu umbigo não é o centro
do mundo nem das pessoas que a rodeiam. Por isso se autoproclamam
importantíssimos, gerando com seus comportamentos uma fortíssima rejeição
social.
Como
consequência, mantêm comportamentos egocêntricos e enchem nossos ouvidos de
mensagens e comportamentos que chamam a gritos por atenção. Gritos que são tão
ensurdecedores que nos saturam e esgotam com facilidade.
Na arrogância,
prepotência e onipotência, não se importam com o bem-estar dos demais, não compreende
que o outro, em suas necessidades é tão importante quanto o bem-estar pessoal.
Elas, as
pessoas egocêntricas, estão certas de que são especiais, e mais, de que sua
personalidade é absolutamente encantadora. No entanto, quando algo não segue o
caminho que o egocêntrico deseja, se converte em ogro, déspota que só quer
fazer com que as coisas caminhem do seu modo, ainda que para isso tenha que se
aproveitar, manipular, denegrir e diminuir as pessoas à sua volta.
Falta-lhe
integridade ou honestidade – trair, manipular, fofocar faz parte de suas
atitudes diárias –, haverá poucas coisas que não faça para conseguir o que
quer. Acredita ser, ele mesmo, o centro do mundo e se sente mais importante que
todas as outras pessoas. Nunca estão felizes com o que têm e são incapazes de
ficarem felizes pelas boas coisas que acontecem com qualquer pessoa, acreditam
que se alguma coisa benéfica tem que acontecer, deve ser com elas.
Você
provavelmente deve conhecer alguém assim, que vive irritado, ressentido,
desconfiado de tudo, são pessoas cuja negatividade destrói relacionamentos, e,
passar tempo com pessoas assim dá a sensação de que estão sugando sua vida. É
desastroso para uma boa evolução das relações sociais, nos relacionamentos
familiares e afetivos.
Não gostamos que alguém tente
impor suas opiniões, pensamentos e interesses; de fato é fácil saber, com razão
e um bom discernimento, que uma pessoa que não se acha melhor que outros, se vê
apenas diferente e portanto, respeita as diferenças, tenta chegar a um
equilíbrio e garantir o bem comum.
Sirlene O Sousa
Psicanalista
e Terapeuta em EFT

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