IDENTIFICAR O INIMIGO:



Se realmente quisermos fazer algo para reduzir o poder de destruição das pessoas impiedosas – psicopatas, narcísicos perversos, predadores psicológicos, antes de tudo temos que aprender a identificá-las.
Decidir se alguém é digno de confiança requer conhecê-lo muito bem por um determinado período, além de tentar obter o maior número possível de informações sobre sua vida pregressa. É claro que essas informações não devem e não podem se restringir às histórias contadas pela pessoa que você deseja conhecer ou se relacionar. Se ela for um psicopata, provavelmente todas as suas histórias estarão "maquiadas" com o intuito de manipulá-lo no preparo cuidadoso para um posterior ataque predatório.
A história da vida de alguém é importantíssima, pois ninguém perde a capacidade de ser consciente de uma hora para a outra. Por outro lado, nem sempre é fácil obtermos informações precisas ou confiáveis sobre pessoas que entram em nossas vidas. Além disso, estamos permanentemente correndo riscos de conviver com alguém por muito tempo até chegarmos à conclusão de que se trata de uma pessoa sem nenhum tipo de sentimentos nobres.
Fique muito atento ao "jogo da pena" (do coitadinho de mim). Esse é um dos recursos mais comuns e constantes das pessoas inescrupulosas. Muito mais que apelar para o nosso sentimento de medo, de forma extremamente perversa, apelam para a nossa capacidade de sermos solidários e empáticos.
Eles se utilizam de nossos sentimentos mais nobres para nos dominar e controlar. Esses tipos de personalidade se alimentam e se tornam poderosos quando conseguem nos despertar piedade. Esse alimento para essas criaturas tem efeito extraordinário de poder. Quando nos apiedamos, estamos vulneráveis emocionalmente, e é essa a maior arma que os psicopatas podem usar contra nós!
Na maioria das vezes, se dependermos somente da convivência ou de informações pouco confiáveis, só nos daremos conta de que estamos diante de uma personalidade perversa quando nos depararmos com as inevitáveis perdas e os incríveis danos que essas criaturas podem provocar em nossas vidas.
Então não se esqueça:
Quanto tiver que decidir em quem confiar, tenha em mente que a combinação consistente de ações maldosas com frequentes jogos cênicos por sua piedade praticamente equivale a uma placa de aviso luminosa plantada na testa de uma pessoa sem consciência. Pessoas cujos comportamentos reúnam essas duas características não são necessariamente assassinas em série ou nem mesmo violentas. No entanto, não são indivíduos com quem você deva ter amizade, relacionamentos afetivos, dividir segredos, confiar seus bens, seus negócios, seus filhos e nem sequer oferecer abrigo!

(Extraído do livro de Ana Beatriz Barbosa - Mentes Perigosas – O psicopata mora ao lado – Ed. Fontanar-) 

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