Você é Joia ou Bijuteria?
Todos nós nascemos originais e morremos
cópias. [Carl Jung].
Nosso comportamento consciente é
formado pela assimilação de ideias, que são assimiladas de acordo com os
valores e as regras parentais, familiares, religiosas e da sociedade, conceitos
que acabam por inibir, a cada momento e cada vez mais conteúdos inconscientes
de cada um de nós.
Acumulamos “traumas”, medos,
desilusões, desejos e auto-observação. Experimentamos sentimentos de raiva,
tristeza e até mesmo alegria, que visto como inadequados, causam frustrações,
estados depressivos e enfermidades.
Desde que o mundo é mundo a
maioria de nós nunca procurou saber as razões de se acreditar. Acredita que só porque
ouviu falar, é verdade, e assim vive e sofre com os seus dramas dúvidas.
Apenas, de forma condicionada, repete sem ao menos saber que está repetindo
padrões de comportamento que não lhe são próprios, não fazem parte de sua
identidade, herdados e registrados inconscientemente.
A incerteza sobre a realidade,
sobre o certo e o errado, é responsável por tantos desequilíbrios emocionais.
Sofrer é viver somente do consciente aprendido de forma caótica, com regras e
valores cuja verdade nem ao menos foi, ou é questionada, porém, negada com
veemência e convicção, porque os tiraria da zona de conforto – já desconfortável.
“O consciente é uma janela aberta às imposições de ideias e de
condicionamentos alheios, de retalhos de imagens”.
E para quem busca liberdade,
harmonia, estabilidade e solidez, e o equilíbrio emocional (fruto de conteúdos
inconsciente) é a chave para uma mente saudável, um corpo sem enfermidades e
uma vida sem lamentações.
Para tanto, primeiro deve-se
estar consciente que o processo adequado para fazer “nascer” todo o potencial (de si) não é outro senão o de “fazer e se fazer” perguntas. A
importância não são as respostas às perguntas, e sim a proposta em descobrir, em
si mesmo, a própria verdade, por meio de uma busca constante. Mediante este
diálogo imaginário, de perguntas e respostas, assim dará início à busca por
verdades e certezas pessoais tão almejadas.
A reflexão,
clara objetiva, trará novos conceitos e ideias, que trará novas possibilidade
de solução às dificuldade e obstáculos que impedem o pleno desenvolvimento.
Esse processo de análise e reflexão interna, ajuda a produzir um enriquecimento
dos modos de pensar que permite gerar novas resposta e melhorar o rendimento.
A “Arte de Viver” é, provavelmente, a mais difícil de todas as artes,
porém, felizmente, as experiências podem ser compartilhadas.
A Psicoterapia Psicanalítica não
tem a pretensão ensinar, mas apenas servir de estímulo para que possa aprender
por si mesmo.
” Não se pode ensinar tudo: pode-se somente ajudar os outros a
encontrar por si mesmos”. (Galileu Galilei).
Sirlene O. Sousa
Psicanalista e Psicoterapeuta

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