AUTO SABOTAGEM

O não reconhecimento da dor do passado nos condena ao vitimismo ou insistência num padrão emocional obsoleto que nos rouba a possibilidades de crescimento e realizações.
Sofremos influência do meio familiar e social/cultural/econômico/religioso que mascaram nossas reais necessidades, e passamos a nos espelhar em pessoas ou status, e desta forma deixamos de trilhar nosso próprio caminho.

Vivemos em um mundo onde existem muitas formas de violência, algumas mais explícitas e outras encobertas e silenciosas. Uma agressão passiva à nossa individualidade. A discriminação de gênero ou discriminação baseada no sexo ou gênero de uma pessoa, o bullying, a intimidação física, emocional nas redes sociais, os efeitos da disfunção familiar e até mesmo mensagens culturais difusas sobre a beleza e o sucesso são alguns aspectos que podem nos deixar marcas.
Vivemos em um transe coletivo em que não há nada errado em “malhar” a nós mesmos, os Outros e o mundo – desde que não precise olhar para mim mesmo – ver as incoerências e inconsistências de minhas próprias ações e emoções.

Não só as minhas emoções, sensações e desejos, mas, também, olhar para com o Outro com suas emoções, sensações e desejos; esse Outro que tão perto, se torna invisível, ou desfocado, que não me dou conta da influência que tem em minhas decisões e reações, assim como não quero perceber quais influências tenho sobre esse outro invisível que está neste momento dividindo comigo este espaço chamado vida.

Na grande maioria das vezes o que nos causa dor, sofrimento e grandes perdas é o fato de:
           Pensar uma coisa;
           Sentir outra coisa; e
           Agir de forma totalmente diferente.
Sirlene O. Sousa

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