ALCOOLISMO
Além de sofrerem mais
com depressão e ansiedade, os dependentes de álcool apresentam maior déficit
para reconhecer e julgar emoções.
A habilidade
de julgar e reconhecer emoções é uma capacidade inata dos seres humanos. É ela
que propicia interações sociais saudáveis e nos protege de perigos. O rápido
reconhecimento de uma face de raiva
pode evitar uma briga, enquanto reconhecer faces de medo ou tristeza
ajuda-nos a mudar o que está ruim.
Os alcoólatras
mostraram maior prejuízo para julgar, reconhecer e reagir a todas as emoções
estampadas nos rostos das pessoas - Medo,
nojo, alegria, tristeza e surpresa. Os
alcoólatras não possuem essa Inteligência
Emocional e, num círculo vicioso, utilizam a bebida para fugir de situações
problemas.
Além da falta
de Inteligência
Emocional, os alcoólatras sofreram mais traumas emocionais precoces (vivências
de traumas gerais e emocionais na infância e maiores dificuldades para reagir
às emoções, principalmente as de surpresa), que os não alcoólatras.
A primeira conduta terapêutica seria psicoterapia para abstinência do álcool,
já que o consumo crônico prejudica a Inteligência Emocional (percepção e
julgamento das emoções), e para prevenção de recaídas. Saber que determinados
traumas vividos na infância e dificuldades de reagir às emoções estão entre os
riscos para o alcoolismo ajuda a estabelecer medidas preventivas.
Sirlene O sousa
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